Após o sucesso da primeira experiência ocorrida em 2006, é lançada uma nova etapa desta campanha de exploração oceanográfica intitulada LusoExpedição Olympus 2007. Este projecto será desenvolvido por um conjunto de universidades lideradas pela Universidade Lusófona.

Enquadramento Histórico
Há cerca de 18.000 anos ocorreu a última grande glaciação. Durante vários milhares de anos, o nível médio das águas do Oceano Atlântico estava aproximadamente 100-120 m mais abaixo do que se encontra actualmente, o que fazia com que muitos dos bancos submersos que hoje encontramos no Atlântico estivessem outrora emersos.

Diversos autores têm colocado a hipótese de que as ilhas e bancos submarinos, que existem entre o Continente e a Madeira e Açores, servem como “ponte de passagem” para diversos organismos que podemos hoje observar naqueles arquipélagos. Uma vez que muitas destas ilhas têm uma origem vulcânica, como é o caso do Arquipélago dos Açores, as espécies marinhas costeiras aí existentes deverão ter sido transportados aproveitando correntes marinhas de superfície favoráveis

MapaAtlanticoNorte
Mapa com a topografia submarina do Atlântico Nordeste que indica o percurso hipotético de muitas espécies marinhas ao longo dos últimos milhares de ano

Muitas das espécies marinhas continentais não conseguiriam transpor os cerca de 1.300 km que separam o Continente do Arquipélago dos Açores, pelo que provavelmente aproveitaram diversos bancos submarinos, bem como os Arquipélagos das Canárias e da Madeira como “estações intermédias” na viagem para os Açores. O Banco do Gorringe é um destes bancos submarinos que foi visitado durante a LusoExpedição 2006. Depois desta expedição, realizada em Junho de 2006, pautada pelo sucesso do ponto de vista científico e com uma ampla cobertura mediática, pretendemos em 2007 amostrar outros pontos remotos do território marinho Português.

Projecto
A LusoExpedição consiste numa missão científica que começou no ano de 2006 com uma expedição cientifico-pedagógica aos picos submersos do Banco do Gorringe a cerca de 200 km a Sudoeste de Portugal continental. Nesta primeira missão, depois de processados todos os dados recolhidos, aumentou-se em cerca de 40% as espécies descritas para este local e tudo indica que se tenha descoberto uma nova espécie para a Ciência, o Calliostoma creolae.

A LusoExpedição 2007 tem como objectivo principal a recolha de organismos marinhos no Oceano Atlântico. Este ano, entre os dias 13 de Maio e 1 de Junho, as recolhas serão realizadas nos ilhéus das Formigas e no Banco de Dollabarat, no Arquipélago dos Açores, com a possibilidade de visitar ainda o Banco D. João de Castro caso as condições atmosféricas e o estado do mar o permitam.

Como no ano anterior, esta expedição será efectuada a bordo do navio NTM Creola da Marinha Portuguesa.

A construção do navio-escola “Creoula” data de 1937, tendo sido conseguida em 62 dias. Este lugre de quatro mastros era essencialmente utilizado para actividades piscatórias nos bancos de Terra Nova, Nova Escócia e St. Pierre. Numa época piscatória bem sucedida, o navio “Creoula” podia transportar 800 toneladas de peixe e 60 toneladas de óleo de fígado de bacalhau. Até 1973, o navio realizou cerca de 37 expedições, pescando uma média de 660 Kg de bacalhau por homem.

À data de 1979 a Parceira Geral de Pescarias pela Secretaria de Estado das Pescas adquiriu o navio com o objectivo de o transformar num museu de pesca. Todavia, a avaliação realizada ao navio, deliberou que o “Creoula” possuía ainda condições de navegação. Dessa data em diante, o navio tem sido utilizado como navio de treino de mar (NTM).

Actualmente, os embarques a bordo do “Creoula” têm a finalidade de proporcionar “prática marinha” a profissionais do mar, instruendos de treino de mar e à juventude em geral.

Enquadramento Pedagógico
Esta expedição conta com a participação de aproximadamente 35 alunos da Universidade Lusófona, representantes de diferentes cursos. Estes alunos irão tomar contactos com um novo conjunto de experiências pedagógicas e científicas que constituirão uma grande mais-valia na sua formação profissional futura. A bordo serão apresentadas diversas palestras sobre os principais assuntos a abordar durante a expedição e será fornecida formação específica para que os alunos possam ter uma participação activa nos trabalhos a decorrer.

Deste grupo constam representantes dos diferentes anos das licenciaturas em Biologia, Ciências do Mar, Eng. Biotecnológica, Eng. Ambiente e Química.

 

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Navio "Creoula"
 
 




 
 

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